segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O duplo júbilo de Sucot



A festa de Sucot, que tem a duração de sete dias e se inicia cinco dias após Yom Kipur, é conhecida por vários nomes, mas sua descrição no livro de orações é Zman Simchatenu – “Época de nosso regozijo”. A Torá nos ordena sempre servir a D’us com alegria, particularmente em ocasiões festivas como o Shabat e as datas sagradas. Mas também nos impõe estar especialmente alegres durante a festa de Sucot.

No quinto livro da Torá, Deuteronômio, está escrito o seguinte acerca dessa festa: “E te alegrarás na tua festa – tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, o levita, o peregrino, o órfão e a viúva, que estão nas tuas cidades. Sete dias festejarás a festa do Eterno, teu D’us, no lugar que escolher o Eterno; porque o Eterno, teu D’us, te abençoará em todos os teus produtos e em toda obra de tuas mãos, e estarás certamente alegre” (Deuteronômio 16: 14-15).

É interessante que o Livro Deuteronômio não mencione o júbilo ao descrever a festa de Pessach, e apenas mencione-o uma única vez em relação à festa de Shavuot. Contudo, no contexto de Sucot, menciona-o duas vezes. Talvez seja isso o que levou nossos Sábios a atribuir a essa festa o epíteto de “Época de nosso regozijo”. E, por que o duplo júbilo? Por que razão o conceito de alegria é mais enfatizado durante Sucot do que nas demais festas?

Os dois mandamentos exclusivos de Sucot

Há dois mandamentos da Torá exclusivos à festa de Sucot. Um é juntar e ter nas mãos as Arbaat ha-Minim, as “Quatro Espécies”. O outro é habitar em uma Sucá.

O mandamento de juntar as Quatro Espécies é mencionado no terceiro livro da Torá, o Levítico. Pois está escrito: “Contudo, aos 15 dias do sétimo mês, quando recolherdes o produto da terra, celebrareis a festa do Eterno por sete dias; no primeiro será dia de descanso solene e, no oitavo, será dia de descanso solene. E tomareis para vós, no primeiro dia, o fruto da Árvore Formosa (Etrog), palmas da palmeira, ramos de murta e de salgueiro de ribeiras, e vos alegrareis diante do Eterno, vosso D’us, por sete dias” (Levítico 23:39-40).

Aí está a referência aos Arbaat ha-Minim – as Quatro Espécies. A fruta escolhida é o Etrog, o ramo verde é o Lulav, os galhos folhosos são os Hadassim, e o salgueiro da ribeira são as Aravot. É uma mitzvá – um mandamento Divino – juntar essas Quatro Espécies e sacudi-las em Sucot.

Um segundo mandamento da Torá, que também é exclusivo à festa de Sucot, é a mitzvá de se habitar em uma Sucá durante os sete dias da festa. Em Sua Torá, D’us ordena ao Povo Judeu “viver em Sucot (cabanas) durante sete dias: “Nas cabanas habitareis por sete dias; todo natural de Israel habitará nas cabanas. Para que as vossas gerações saibam que nas cabanas fiz habitar os Filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito, Eu sou o Eterno, vosso D’us!”(Levítico 23:42-43).

Esse mandamento é tão fundamental na festa de Sucot que até empresta seu nome à mesma. Essa festa é a época anual de recordarmos as Sucot – plural de Sucá – as moradias temporárias e portáteis nas quais os judeus viveram durante sua jornada de 40 anos através do deserto, em sua caminhada para a Terra de Israel.

É interessante notar que os dois mandamentos exclusivos da festa – tomar nas mãos as Quatro Espécies e habitar em uma Sucá – são muito diferentes em sua natureza. Na verdade, esses dois mandamentos são aparentemente contrários entre si. O mandamento das Quatro Espécies e os rituais associados ao mesmo são imbuídos de profundo significado e misticismo, mas servem, também, a um propósito prático: constituem uma súplica por chuvas abundantes. Ao cumprir esse Mandamento Divino, esperamos que D’us abençoe o novo ano com chuvas, essenciais para a vida e o sustento. Além disso, como nos ensina Maimônides, as Quatro Espécies eram os produtos mais disponíveis na Terra de Israel – verdadeiros sinais da fertilidade da terra.

Por sua vez, o mandamento de morar sete dias em uma Sucá pressupõe a falta de chuva. De fato, chover durante a festa de Sucot é considerado um mau presságio, pois nos impede de cumprir o mandamento de habitar em uma cabana. A Lei Judaica determina que, como a Sucá é uma moradia temporária, seu revestimento não pode ser impermeável: se a chuva não pode penetrar por seu teto, a Sucá não é válida. E se chover na festa de Sucot – e a chuva for forte ao ponto de estragar a comida que está na mesa da cabana –, estaremos isentos do mandamento de habitá-la. Assim sendo, a chuva é um impedimento para o cumprimento da mitzvá de Leshev ba-Sucá, isto é, “habitar na Sucá” durante os sete dias da festividade.

A diferença entre os dois mandamentos exclusivos da festa é ainda mais profunda. Por um lado, Sucot é a mais universalista de todas as festas judaicas. O profeta Zechariah profetizou que um dia essa festa será celebrada por toda a humanidade: “E o Eterno será Rei sobre toda a terra; naquele dia o Eterno será Um e Seu Nome, Um... Então, cada uma das nações dentre as que invadiram Jerusalém, que sobreviver, subirá cada ano para adorar o Rei, o Eterno das Legiões, e celebrar a festa de Sucot (Festa dos Tabernáculos). E se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém para adorar o Rei, o Eterno das Legiões, não será aquinhoada com chuvas. E se não subir a família do Egito e não vier, não transbordará seu rio; serão atingidos pela praga com que o Eterno há de ferir as nações que não subirem para celebrar a festa de Sucot” (Zechariah 14:9, 16-17-18).

A universalidade de Sucot é evidenciada por outro mandamento da Torá que também é exclusivo à festa: 70 touros teriam que ser sacrificados no Templo Sagrado de Jerusalém durante a semana da festividade (Números 29:12-34). Nossos Sábios ensinam que tais sacrifícios eram oferecidos em nome das setenta principais nações do mundo. As 70 oferendas animais serviam para permitir que D’us abençoasse todas as nações do mundo. Ensinam, também, com base na passagem acima do profeta Zechariah, que, na festa de Sucot, D’us decide assuntos relativos às chuvas – se serão abundantes ou não, se serão fonte de bênção ou não, no ano que está por vir. O Talmud nos diz, no Tratado Rosh Hashaná 1:2: “Na festa (de Sucot), o mundo é julgado na questão da chuva”. Evidentemente, não há nada especificamente judaico na necessidade de chuva. Todos os países, inclusive o Brasil, e especialmente aqueles do Oriente Médio, a necessitam. Portanto, ainda que os mandamentos de tomar nas mãos as Quatro Espécies e oferecer os 70 touros no Templo Sagrado fossem realizados apenas pelo Povo Judeu, eles têm um significado universal, já que um de seus muitos propósitos era levar D’us a decretar um ano de chuvas abundantes e prosperidade para o mundo todo.

Sucot é a festa mais universal em nosso calendário, mas é também a mais especialmente judaica. Quando sentamos na Sucá, lembramo-nos da História Judaica – não apenas os 40 anos vagando pelo deserto em direção à Terra Prometida, mas também toda a experiência do exílio. A Sucá é definida como uma “moradia temporária”. Ela constitui um dos símbolos mais fortes da nossa história porque somos um povo que, através dos milênios, tem sido forçado a viver fora de sua Terra Natal – a Terra de Israel. A Sucá, o tabernáculo temporário e frágil, simboliza os muitos lares transicionais e temporários do Povo Judeu. Nenhum outro povo nasceu no deserto. Nenhum outro povo esteve disperso de forma tão ampla pelo mundo, emigrando com frequência ou sendo expulso de tantos países. Nenhum outro povo teve condições de sobreviver por tanto tempo sem sua própria terra.

Fomos expulsos da Antiga Israel há quase 2.000 anos. O moderno Estado de Israel foi fundado há menos de 70 anos. Durante os dois milênios em que nosso povo viveu sem um Estado Judeu, sempre ansiamos pelo retorno à Terra de Israel, nossa Pátria ancestral. Esse anseio foi fomentado não apenas pelos inúmeros episódios horrendos que nosso povo suportou desde a queda da Antiga Israel. Como a maioria dos judeus e cristãos conscienciosos entendem, o retorno do Povo Judeu à Terra de Israel, em particular a Jerusalém, é imperativo para a vinda do Mashiach, e assim, para a redenção não apenas dos Filhos de Israel, mas de toda a Humanidade. Portanto, independentemente de onde vivemos em nossa dispersão – fosse bom e agradável, fôssemos recebidos de braços abertos ou brutalmente perseguidos - sempre estivemos em uma moradia temporária, nunca em um destino permanente. Longe de ser universalista, o mandamento de habitar em uma Sucá é particular, pois simboliza um povo cuja única proteção ao longo da maior parte de sua história foi sua fé nas asas protetoras da Presença Divina, que, como ensina o Zohar, a obra fundamental da Cabalá, habita dentro de cada Sucá durante a festa de Sucot. Essa moradia temporária nos ensina que a sobrevivência e segurança do Povo Judeu não dependem de paredes fortes, tetos impenetráveis e altas construções, mas sim, da Providência e Proteção Divinas.

Vemos, pois, que Sucot tem um simbolismo duplo, e que se contradiz. Tem um caráter universal e, ao mesmo tempo, especificamente judaico. É quase como se fossem duas festas. Nisso está seu caráter único.

Os dois ciclos da festividade

As festas bíblicas no calendário judaico representam dois ciclos diferentes. O primeiro é o ciclo conhecido como Shalosh Regalim (literalmente, “três pernas”): Pessach, Shavuot e Sucot. Essas festas levam esse nome porque todos os homens judeus eram obrigados a ir em peregrinação a Jerusalém durante essas três festas para oferecer sacrifícios no Templo Sagrado. Os Shalosh Regalim nos contam a história particular do Povo Judeu: Pessach celebra nossa liberdade da escravidão egípcia; Shavuot comemora a Revelação Divina no Monte Sinai, o recebimento da Torá e o nascimento do Povo Judeu; e Sucot rememora a jornada de 40 anos do Povo Judeu no deserto, a caminho da Terra Prometida. Essas três festividades revivem o passado judeu. Celebram o significado de ser judeu. Ainda que as mensagens que as mesmas nos transmitem tenham inspirado um número inusitado de pessoas ao longo da História – particularmente o tema do Êxodo e o dos Dez Pronunciamentos Divinos (os “Dez Mandamentos”) ouvidos no Monte Sinai –, elas contam a história do Povo Judeu. Foram os judeus os escravos libertados do Egito; foi aos judeus que D’us escolheu para Se revelar e a quem Ele confiou a Sua Torá; e foram os judeus os que viveram nas Sucot durante a longa jornada em que foram conduzidos por Moshé a caminho da Terra Prometida.

No entanto, há um segundo ciclo de festas judaicas – as do mês de Tishrei: Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sucot. (Shemini Atseret, a festa celebrada no dia após o término de Sucot, de certa forma é o oitavo dia dessa festa). Apesar de Rosh Hashaná e Yom Kipur serem festividades judaicas, ambas não dizem respeito unicamente a judeus e ao judaísmo. Dizem respeito a D’us, à Humanidade, a todas as criaturas vivas e ao destino do mundo todo. O palavreado das orações é diferente nessas duas festas; é diferente do que nas demais festas judaicas. Em Rosh Hashaná, proclamamos: “Instila o Teu assombro sobre todas as Tuas obras, e temor a Ti em toda a Tua criação”. A liturgia é claramente universal. O Talmud nos ensina que nos Dias Temíveis, que se iniciam em Rosh Hashaná e terminam ao findar o Yom Kipur, D’us determina o destino de todos os povos e de cada uma de Suas criaturas para o próximo ano. Bem verdade, são os judeus que acorrem às sinagogas nesses dias e que têm que cumprir o mandamento de ouvir o toque do Shofar em Rosh Hashaná e o de jejuar em Yom Kipur, mas eles agem como agentes da Humanidade, mesmo não estando, a quase totalidade do mundo, ciente do que ocorre nesses dias cruciais. Neles refletimos não apenas na condição atual e no futuro do Povo Judeu, mas também, na do mundo e de todos os seus habitantes.

Tendo identificado esses dois ciclos de festividades, vemos claramente a singularidade de Sucot, que é ser a única festa que pertence a ambos os ciclos. É parte do ciclo da História Judaica - Pessach, Shavuot e Sucot, mas também da sequência de festividades do mês de Tishrei – Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sucot. Daí o duplo júbilo que lhe é associado. Daí uma das inúmeras razões para ser chamada de Zman Simchatenu – a “Época de nosso regozijo”.

O mandamento das Quatro Espécies representa o aspecto universal de Sucot. Os Arbaat ha-Minim simbolizam algumas das necessidades comuns a toda a Humanidade: a natureza, a chuva, a agricultura, o sustento, o ciclo das estações e a complexa ecologia do mundo criado – coisas que todos os seres humanos necessitam para sobreviver e florescer. O mandamento de habitar em uma Sucá, por outro lado, representa o caráter singular da História Judaica, com suas repetidas vivências em exílio. Essa estrutura temporária e frágil simboliza a fragilidade do Povo Judeu na Diáspora – os exílios, as expulsões, a assimilação, as perseguições, os massacres e, até mesmo, o genocídio. Ao mesmo tempo, o mandamento de viver sob o Sechach, o revestimento da Sucá, remete-nos aos versos iniciais do Salmo 91: “Quem habita na Morada do Altíssimo estará sempre sob Sua proteção” – e é curioso que o valor numérico da palavra Sucá é 91. Isso nos ensina e nos faz lembrar que os Filhos de Israel sobreviveram provações e tribulações sem fim somente porque habitavam à sombra da Divina Presença, assegurando sua perpetuidade.

De maneira diferente de todas as demais festividades, Sucot celebra a natureza dupla do judaísmo: a universalidade de D’us e a particularidade do Povo Judeu. E, como nos ensina a Torá, todos os seres humanos foram criados por D’us Uno e Único e todos descendem dos mesmos dois seres humanos: Adão e Eva. Isso significa, como indica o Talmud, que ninguém pode alegar ser superior ao outro. No entanto, cada povo, civilização e religião são únicos e diferentes, e essa diversidade é o que enriquece o mundo. Assim como cada ser humano tem sua própria missão neste mundo, também a tem cada um dos povos.

O aspecto universal da festa de Sucot e particularmente o mandamento das Quatro Espécies nos ensinam que nós, judeus, não podemos nos isolar do restante do mundo. Se devemos ser uma luz entre as nações, como ordenado por D’us (Isaías 42:6), temos que nos envolver e tentar influenciar a humanidade. Contudo, o aspecto específico de Sucot – em especial o mandamento de habitar em uma Sucá – nos ensina que o Povo Judeu é herdeiro de uma história que não tem igual entre nenhum outro povo: em número pequeno, vulneráveis, sofrendo exílio trás exílio, e, ainda assim, não apenas sobrevivendo, mas triunfando. A Sucá pode ser uma moradia frágil e temporária, mas pôde manter nosso povo vivo durante milênios.

A Humanidade é formada por nossos pontos em comum e nossas diferenças. Os primeiros nos recordam que somos todos seres humanos, com necessidades, dores e alegrias, esperanças, desejos e sonhos semelhantes. Mas nossas diferenças forjam nossa identidade. E a festa de Sucot reúne a nossa singularidade como povo e, ao mesmo tempo, nossa participação no destino universal da humanidade. Daí, o duplo júbilo de Sucot, a “Época de nosso regozijo”.


BIBLIOGRAFIA


Sacks, Rabbi Jonathan, “Leviticus: The Book of Holiness (Covenant & Conversation 3)”, Maggid.

Sucot

A festa de Sucot, celebrada durante sete dias, é primordialmente cumprida pelo atendimento a dois mandamentos: habitar em uma Sucá e sacudir as Quatro Espécies. 





Em Sucot, comemos e bebemos, estudamos e nos alegramos e, alguns, chegam mesmo a dormir na Sucá. Há também o mandamento da benção das Quatro Espécies que é feita durante todos os dias de Sucot, com a exceção de Shabat.
Kidush para as duas noites de Sucot
Segurando o copo de vinho em sua mão direita, enquanto todos estão de pé, o chefe da
casa recita:
Êle Moadê Ado-nai Mikraê Kodesh Asher Tikreú Otam Bemoadam: Vayidaber Moshe et Moadê Ado-nai el Bnei Israel.
Estas são as festas do Senhor, as santas reuniões, que deveis anunciar em suas épocas.
Savri Maranan!
Com sua permissão!
(Os outros respondem):
Lechaim
Baruch Atá Ado-nai Elo-hênu Mélech Haolam Borê Peri Haguefen.
Bendito és Tu, Eterno, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira.
Baruch Atá Ado-nai Elo-hênu Mélech Haolam Asher Bachar Banu Mikol Am, Veromemanu Mikol Lashon, Vekideshanu Bemitsvotáv, Vatiten Lanu Ado-nai Elo-hênu Beahavá Moadim Lesimchá Chaguim Uzmanim Lessasson, et Yom Chag HaSucot Hazê, Veet Yom Tov Mikra Kodesh Hazê, Zeman Simchatênu Beahavá Mikra Kodesh, Zecher Litsiát Mitsrayim. Ki Vanu Vacharta Veotanu Kidashta Micol Haamim. Umoadê Kodshechá Bessimchá Uvessasson Hinchaltanu. Baruch Atá Ado-nai Mekadesh Israel VeHazmanim.
Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos escolheste dentre todos os povos, nos elevaste acima de todas as nações e nos santificaste com Teus mandamentos. E Tu nos tens dado com amor, ó Senhor nosso D'us, datas alegres, festas e épocas de júbilo; este dia santificado de Sucot, dia festivo da sagrada reunião, época de nosso júbilo, é uma santa convocação com amor, em recordação ao Êxodo do Egito. Pois Tu nos escolheste e nos santificaste sobre todos os povos; Tuas santas festas, com carinho e gentilmente, com alegria e júbilo, nos deste como herança. Bendito és Tu, ó Eterno, que santificas Israel e as Festas.
1a noite de Sucot
Baruch Atá Ado-nai Elo-hênu Mêlech Haolam Asher Kideshánu Bemitsvotáv Vetsivanu Leshêv Bassucá:*
* (Esta Berachá somente poderá ser recitada dentro da Sucá)
Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste habitar na Sucá.
Baruch Atá Ado-nai Elo-hênu Mélech Haolam Shehecheyianu Vekiyemanu Vehiguianu Lazeman Hazê.
Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deste vida, nos sustentaste e nos fizeste chegar a esta época.
2a noite de Sucot
Baruch Atá Ado-nai Elo-hênu Mélech Haolam Shehecheyianu Vekyiemanu Vehiguianu Lazeman Hazê.
Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deste vida, nos sustentaste e nos fizeste chegar a esta época.
Baruch Atá Ado-nai Elo-hênu Mélech Haolam Asher Kideshánu Bemitsvotáv Vetsivanu Leshêv Bassucá:* 
* (Esta Berachá somente poderá ser recitada dentro da Sucá)
Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste habitar na Sucá.
Berachá do Lulav
(Quatro Espécies)
Durante os sete dias da festa de Sucot, devemos cumprir o mandamento das Quatro Espécies.  Esse mandamento pode ser cumprido apenas durante o dia. Não pode ser cumprido no Shabat. 
Antes de cumprir o mandamento das Quatro Espécies, deve-se recitar a seguinte Berachá:
Baruch atá Ad-onai elo-heinu melech haolam asher kideshanu bemitzvotav vetzivanu al netilat lulav
Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste segurar o Lulav.

Algumas leis relacionadas com Yom Kipur

Estou postando esse tema um pouco atrasado por causa de uma pesquisa que fiz de forma particular em relação ao crescimento de nosso filho ( meu e de meu esposo)




Costuma-se fazer caparot – abate de um galo, para um homem, e de uma galinha, para uma mulher, no dia 9 de Tishrei de madrugada, 11 de outubro, por um shochet qualificado. Também é possível cumprir este costume com dinheiro, doando-o para tzedacá.

É proibido jejuar no dia que precede Yom Kipur, mesmo se este jejum for por Taanit Halom. É, ao contrário, uma mitzvá fazer uma refeição adicional. A refeição que antecede o jejum deve ter pão e pratos de fácil digestão e ser concluída 20 minutos antes do pôr-do-sol. Bebidas alcoólicas são proibidas.

As mulheres devem acender as velas antes de ir à sinagoga, dizendo a bênção “Lehadlik Ner Shel Yom HaKipurim”. Se a mulher quiser locomover-se de automóvel ou usar o elevador antes do início de Yom Kipur, deverá, antes de acender as velas, fazer uma ressalva dizendo que não está recebendo Yom Kipur com o ato de acendimento das velas. 
É, porém, necessário antecipar o recebimento de Yom Kipur para antes do pôr-do-sol.

É costume os pais abençoarem os filhos, pedindo que estes sejam selados no Livro da Vida e que, em seus corações, permaneça sempre o amor a D’us. Convém também ir à sinagoga antes do pôr-do-sol, para poder participar do Kol Nidrei, a “anulação dos votos”.

Restrições durante Yom Kipur

Yom Kipur é o Shabat dos Shabatot e, portanto, todo trabalho profano deve cessar e todas as leis do Shabat devem ser respeitadas. Assim como no Shabat, é proibido carregar sobre si qualquer objeto durante Yom Kipur. Além de observar as leis do Shabat, em Yom Kipur outras cinco restrições são acrescidas:

“Não comer, não beber, não trabalhar, não se lavar e nem massagear a pele (perfumes, cremes etc.), não calçar couro, não ter relações conjugais”.

O jejum diz respeito tanto aos homens quanto às mulheres, mesmo grávidas ou amamentando. Só em caso de doença ou onde haja algum perigo à vida, o jejum pode ser suspenso (consulte seu rabino). As crianças de 9 a 10 anos podem jejuar algumas horas, e, a partir dos 11 anos, conforme avaliação dos pais, podem jejuar o dia todo. Mas o jejum torna-se obrigatório aos 12 anos, para meninas, e aos 13, para meninos.

O uso de sapato, sandálias ou tênis de couro é proibido tanto para homens como para mulheres. As crianças também devem ser orientadas neste sentido.

Ao término de Yom Kipur, a Havdalá deve ser feita sem bessamim, e a Bênção da Luz deve ser feita sobre uma vela que permaneceu acesa desde o dia anterior.


sábado, 19 de agosto de 2017

Origem de Hamsa




Importante tanto na cultura islâmica quanto na cultura judaica, o termo se origina da palavra árabe 5, Khamsa, e representa Fatima, a filha de Mohammad. Chocado com as notícias do marido de sua nova esposa, Fatima não percebeu que ela queimou a mão ao cozinhar e a mão se tornou um símbolo de paciência e crença. O símbolo apareceu pela primeira vez na Espanha no século 14 numa fortaleza islâmica. Na cultura judaica é um símbolo da natureza sefardita. Não está claro quando exatamente o hamsa surgiu e se tornou um símbolo icônico na cultura judaica, mas hoje essa peça é freqüentemente acompanhada de peixe para o mal ol Estrela de Davi, romãs e Shema.

Hamsa: Conheça Hamsa na Cultura Judaica



Você viu isso em numerosos colares, mercados de rua em sua viagem a Israel, um belo Hamsa, com a forma de mão aberta, com um símbolo de um olho. Referido como Mão de Fatima e Mão de Miriam, sua origem precisa é desconhecida, mas hoje serve como um amuleto cabalístico e símbolo muito popular e significativo na arte e jóias judaicas. Esta peça linda não é apenas uma peça típica de decoração de casa ou um mero amuleto contra maldade. Estamos prestes a levá-lo a uma viagem para descobrir o Hamsa, de perto e pessoal!

domingo, 16 de abril de 2017

Chol HaMoed - Os Dias Intermediários




Os seis dias entre a festa de Sucot e Shmini Atzeret (cinco na Diáspora), e os cinco dias entre o primeiro e o último dia de Pessach são chamados de chol hamoed.

Os sábios, baseando-se no número de versos na Torá, criaram a regra de que é proibido trabalhar em chol hamoed. No entanto, esta proibição difere da proibição dos dias de festa, que é explicitamente citada na Torá. A determinação de o que é permitido ou não no chol hamoed coube aos nossos sábios.

Qualquer trabalho referente à preparação de comida, para si ou para outrém, é permitido em chol hamoed.

Qualquer forma de trabalho não fisico, que causaria prejuízo se não feito a tempo, é permitida. Entretanto, trabalho que poderia ter sido feito antes do chag, e foi deliberadamente atrasado para o chol hamoed, é proibido.

Se alguem tinha algum trabalho que precisaria fazer, mas não pode por causa das proibições de chol hamoed, e uma pessoa pobre lhe pede para fazer o trabalho e ganhar dinheiro para celebrar a festa, a pessoa pobre está autorizada a realizar o trabalho. (por exemplo, alguém pode dar suas roupas para serem lavadas por uma pessoa pobre lavar em chol hamoed - mesmo ela própria estando proíbida de fazê-lo - para que a pessoa pobre possa ganhar algum dinheiro.

Com exceção de irrigação essencial, e colheita de frutas para uso durante o chol hamoed, qualquer trabalho no campo é proibido em chol hamoed, a não ser que a não realização deste implique em grande perda.

É proibidio cortar o cabelo ou barbear-se. Entretanto, quem não pôde cortar antes do chag (um enlutado, ou recém saído da prisão), pode cortar o cabelo.

É permitido cortar as unhas somente caso também o tenha feito antes do chag. Alinhar as unhas com os dentes é permitido.

É proibido lavar roupas em chol hamoed, a não ser que as roupas sejam necessárias para o chag e foi impossível lavá-las antes. Fraldas podem ser lavadas.

Qualquer necessidade relativa a cuidados médicos, para seres humanos ou animais, é permitida.

Assuntos de negócios não podem ser registrados em chol hamoed, exceto se há temor de que os detalhes do negócio possam ser esquecidos e que isso resultará em perdas no negócio. Correspondências amigáveis, sem menção a negócios, podem ser escritas. Entretanto, devem ser escritas de maneira que seja diferente do comum.

Se alguém pega dinheiro emprestado - mesmo que o dinheiro não é necessário até depois do chag - pode assinar uma nota promissória. Entretanto, caso saiba que poderá assegurar o empréstimo logo após o chag, não poderá fazer a primissória.

Não é permitido mudar de residência em chol hamoed, a não ser que a nova residência seja no mesmo complexo que a anterior. Se o primeiro apartamento era alugado e a mudança é para uma casa própria, a mudança é permitida, uma vez que mudar-se para uma casa própria é fonte de alegria.

As formas de trabalho permitidas em chol hamoed devem ser realizadas com discrição.

A compra e venda de mercadorias é proibida em chol hamoed, a não ser que uma das seguintes condições se aplique:

- O dinheiro lucrado é necessário para satisfazer necessidades do chag;
- Existe a oportunidade de ter um lucro muito maior do que o normal caso o negócio seja realizado normalmente, permitindo que mais gastos sejam feitos com a celebração do chag;

Perda de lucro potencial não dá base para permitir que transações sejam permitidas.

Casamentos não devem ser realizados em durante chol hamoed, para que uma ocasião festiva não se sobreponha a outra. É permitido, entretanto, assumir compromisso de casamento, e escrever o documento de tena'im (assumindo termos do acordo entre as partes).

Em chol hamoed, jejuns e eulogias aos falecidos são proibidos. Se um parente próximo (por quem se faria a shivá) vem a falecer nesses dias, os sete dias de luto serão observados somente após o fim do chag, embora práticas pessoais de luto já começam a ser observadas no chol hamoed ou Iom Tov.

Deve-se ser excessivamente cuidadoso para não realizar nenhum tipo de trabalho proibido. Os sábios disseram: "Aquele que trata o chol hamoed sem atenção, é considerado como se tivesse adorado ídolos." (Pessachim 118b). Também disseram: "Aquele que trata os chaguim sem atenção (incluindo chol hamoed) - mesmo que possua conhecimento da Torá e boas ações - não tem lugar no Olam HaBá (Mundo Vindouro)" (Avot 3:15) Ainda, o chol hamoed deve ser honrado e santificado, evitando-se o trabalho, usando-se roupas boas, comidas e bebidas boas.

Ao visitar a casa de alguém, deve-se cumprimentar os donos da casa com: "Moadim lesimchá" ou "Um bom moed," para honrar a ocasião. Usar o mesmo cumprimento dos dias comuns seria menosprezar o chol hamoed.

Alguns tem o costume de acender velas em cada anoitecer dos dias de chol hamoed, assim como nos de Iom Tov.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

SEFIRAT HAÔMER - O QUE CONTAMOS? | TUDO SOBRE A CONTAGEM DE SEFIRAT HAÔMER



O Ômer era uma medida de cevada (aproximadamente 2,2 l) que os judeus traziam como Minchá ou oferenda vespertina no segundo dia de Pêssach. Isto era seguido pela contagem do ômer, quando os judeus contavam cada dia durante sete semanas - quarenta e nove dias no total - culminando com o dia festivo de Shavuot no quinqüagésimo dia, que também celebra o recebimento da Torá no Monte Sinai.

SEFIRAT HAÔMER -  Sete Atributos Emocionais

A partir da segunda noite da Festa de Pêssach, inicia-se a contagem do ômer até a festa de Shavuot.

Qual a razão para a Contagem dos Quarenta e Nove dias de Ômer?

Agora mais que nunca, pessoas de todas as esferas da vida estão buscando um sentido e um propósito. Algumas procuram respostas na meditação. Algumas voltam-se para livros de auto-ajuda, terapia, religião, yoga, programas de doze estágios e filosofias modernas.

Muitas pessoas, entretanto, não se dão conta que a mais antiga - portanto testada mais vezes - resposta nos foi dado há 3.300 anos no Monte Sinai. É chamada: a Torá.

A outorga da Torá

Torá significa instrução. A Torá e suas histórias são, em sua essência, a história de nossa vida, um plano espiritual que ilumina as camadas e dimensões de nossa psique e alma. Cada evento na Torá reflete um outro aspecto de nossa personalidade interior. Através de suas mitsvot e mandamentos, a Torá ensina como nos atualizarmos conforme a intenção de D'us ao nos criar. Decifrando o código da Torá, desvendamos sua mensagem pessoal a cada um de nós.

Em cada palavra da Torá há um significado profundo, pessoal e espiritual.

O processo de receber a Torá no Sinai começou, na verdade, quarenta e nove dias antes, com o Êxodo do Egito. Estes quarenta e nove dias são tradicionalmente chamados de "Sefirá Ha'Ômer," que significa contagem do ômer.

Em Vayicrá (o terceiro livro da Torá) 23:15, o versículo diz: "Contareis para vós desde o dia seguinte ao primeiro dia festivo, desde o dia em que tiverdes trazido o "ômer" da movimentacão; sete semanas completas serão."

O ômer era uma medida de cevada (aproximadamente 2,2 l) que os judeus traziam como minchá ou oferenda vespertina no segundo dia de Pêssach. Isto era seguido pela contagem do ômer, quando os judeus contavam cada dia durante sete semanas - quarenta e nove dias no total - culminando com o dia festivo de Shavuot no quinqüagésimo dia, que também celebra o recebimento da Torá no Monte Sinai.

Mesmo após a destruição do Primeiro e Segundo Templos onde era trazida a oferenda do ômer, a tradição da contagem do ômer continuou. Começando com a segunda noite de Pêssach, cada um destes quarenta e nove dias levando de Pêssach a Shavuot é contado em progressão ordenada.

Ao fim da oração noturna em cada uma destas quarenta e nove noites, um judeu recita uma bênção e entãso verbaliza o número daquele dia. Além de comemorarem a contagem do ômer, os quarenta e nove dias de sefirá também expressam a antecipação ansiosa do judeu em receber a Torá em Shavuot, cinqüenta dias após vivenciar a liberação em Pêssach.

Qual é o significado da contagem por quarenta e nove dias e como isso se relaciona com a antecipação e os preparativos para receber a Torá? Que relevância tem esta contagem para nós hoje e como se aplica à exploração das dimensões mais recônditas de nossa alma?

A resposta a estas dúvidas está num entendimento mais profundo do êxodo da nação judaica do Egito. A palavra "mitzrayim" (Egito em hebraico) significa limites e fronteiras, e representa todas as formas de conformidade e definição que restringem, inibem ou tolhem nosso livre movimento e expressão. Dessa maneira, a saída do Egito significa liberdade das amarras. Após deixarem o Egito, os judeus passaram os próximos quarenta e nove dias no deserto, preparando-se espiritualmente para a mais monumental experiência de todos os tempos: a outorga da Torá a Moshê e ao povo judeu no Monte Sinai.

49 dias

Este período de quarenta e nove dias foi de intenso aperfeiçoamento de caráter. Por quarenta e nove dias, os judeus ascenderam, um degrau por vez, uma escada emocional em direção a uma pureza mais elevada. Este período de refinamento de caráter tem tanta relevância em nossa vida hoje como teve há mais de 3.300 anos. Da mesma forma que éramos escravos no Egito, podemos também ser escravos de nossas personalidades, dirigidos por forças sobre as quais frequentemente sentimos não ter controle algum.

Os quarenta e nove dias da sefirá nos ensinam como recobrar o controle de nossas emoções, mostrando-nos como refinar nosso caráter, passo a passo, de uma maneira baseda nas verdades eternas da Torá.

Após este período de quarenta e nove dias, chegamos ao qüinquagésimo dia, matan Torá (a outorga da Torá), tendo conseguido plena renovação interior pelo mérito de ter avaliado e desenvolvido cada um dos quarenta e nove atributos. Qual é o significado do qüinquagésimo dia de matan Torá?

Nesta data celebramos a Festa de Shavuot. Após termos consumado tudo que pudemos pela nossa própria iniciativa, então somos merecedores de receber um presente (matam) do Altíssimo, o qual não poderíamos ter atingido com nossas limitadas faculdades. Recebemos esta habilidade de atingir e tocar o Divino; não apenas para sermos seres humanos aperfeiçoados que refinaram todas suas características pessoais, mas seres humanos divinos, capazes de se expressarem acima e além das definições e limitações de nosso ser.

A contagem da sefirá que se seguiu ao êxodo do Egito é um processo que devemos recriar continuamente em nossa vida, para que possamos atingir verdadeira liberdade pessoal.

Um estágio para o aperfeiçoamento pessoal

A palavra hebraica "sefirá" tem vários significados. O famoso cabalista RaMak (R. Moshê Kordevero, 1570) na sua monumental obra "Os Pardes", escreve que sefirá significa tanto "mispar", significando número e "sipur", como em "contar uma história." Uma terceira raiz de "sefirá" é sapir, uma pedra de safira, um cristal translúcido que irradia brilho.

A contagem da sefirá ilumina os diferentes aspectos de nossa vida emocional. Os dias de sefirá nos contam uma história - a história de nossas almas.

O espectro da experiência humana divide-se em sete emoções e qualidades, conhecidas no plural como sefirot. Cada uma dessas sete qualidades, por sua vez, subdivide-se em sete, perfazendo o total de quarenta e nove.

Cada dia no tempo tem vida própria. Um dia é um fluxo ímpar de energia, esperando para ser conduzida até cada uma das fibras do ser humano.

Os sete atributos emocionais

Cada um dos quarenta e nove dias da sefirá ilumina uma das quarenta e nove emoções; a energia de cada dia consistindo em examinar e aperfeiçoar sua emoção correspondente. Após purificar e aperfeiçoar todas as quarenta e nove dimensões, estamos totalmente preparados para matan Torá, pois agora estamos em sincronia com os quarenta e nove atributos Divinos a partir dos quais os atributos humanos evoluem.

Eis uma descrição dos sete atributos emocionais, que em várias combinações constituem as quarenta e nove qualidades a ser examinadas e desenvolvidas durante este período. Eis apenas uma de muitas aplicações:

Chesed - bondade, benevolência

Guevurá - justiça, disciplina, moderação, reverência

Tiferet - beleza e harmonia; compaixão

Netzach - resistência; firmeza; ambição

Hod - humildade, esplendor

Yesod - vínculo, princípio

Malchut - nobreza, soberania, liderança.

O período de quarenta e nove dias da sefirá é contado em dias e semanas. Os sete dias de cada semana constituem os quarenta e nove dias. Cada semana é representada por um aspecto daquele atributo.

Como uma emoção plenamente funcional é pluri-dimensional, inclui dentro de si uma mistura de todos os sete atributos.

Por exemplo: A primeira semana da sefirá é dedicada a CHESED - o atributo da bondade. No primeiro dia da primeira semana lidamos com chesed she'b'chesed - o aspecto da bondade em si mesma.

No segundo dia da Primeira Semana nos concentramos em Guevurá she'b'chesed - o aspecto da restrição em bondade. No terceiro dia da Primeira Semana, o foco está em tiferet she'b'chesed - a harmonia da bondade, e assim ocorre com todos os sete dias da semana.

Esta análise diária lhe dará a habilidade de recuar e olhar objetivamente às suas emoções subjetivas. Observar seus pontos fortes e fracos, por sua vez, lhe possibilitará aplicar-se a desenvolver e aperfeiçoar aqueles sentimentos, enquanto você caminha em direção à maturidade emocional e espiritual.

Como conta-se o ômer

A partir da segunda noite de Pêssach até Shavuot faz-se, em pé, a contagem do ômer, a cada noite após a prece de Arvit. Se a pessoa esquecer de fazê-la à noite, poderá fazer no dia seguinte, mas sem recitar a bênção, continuando a contagem normalmente (i.e., com a bênção) nas noites subseqüentes. Caso tenha esquecido de contar também

naquele dia, deverá continuar a contagem nas noites seguintes,

mas sem recitar a bênção.

Antes de iniciar a contagem do ômer, deve-se ter em mente o número da contagem e a sefirá correspondente.

Recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al sefirat haômer.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou sobre a contagem do ômer.

Exemplo: Número da contagem na primeira noite:

Hayom yom echad laômer.

Hoje é um dia para o ômer.



Ha'Rachaman hu yachazir lánu avodat Bet ha'Micdash limcomáh, bimherá veyamênu, amen, sêla.

Queira o Misericordioso restaurar o Serviço do Bet Hamicdash a seu lugar, brevemente em nossos dias, amém, e que assim seja para todo o sempre.

Lamnatsêach binguinot mizmor shir. E-lo-him yechonênu vivarechênu, yaer panav itánu, sêla. Ladáat baárets darkêcha, bechol goyim yeshu-atêcha. Yodúcha amim, E-lo-him, yodúcha amim culam. Yismechu viranenu leumim, ki tishpot amim mishor, ul'umim baárets tanchêm sêla. Yodúcha amim E-lo-him, yodúcha amim culam. Êrets nate-ná yevulá, yevarechênu E-lo-him, E-lo-hê-nu. Yeva-rechênu

E-lo-him; veyireú Otô col afsê árets.
Para o Mestre do Coro - um salmo com música instrumental; um cântico. Possa D'us ser pleno de graça conosco e abençoar-nos, possa Ele fazer brilhar Sua face sobre nós para todo o sempre. Para que Teu caminho seja conhecido na Terra, Tua salvação entre todas as nações. As nações Te exaltarão, ó D'us; todas as nações Te exaltarão. As nações rejubilar-se-ão e cantarão de alegria, pois Tu julgarás os povos com justiça e guiarás as nações na Terra para sempre. Os povos Te exaltarão, ó D'us, todos os povos Te exaltarão. Pois a terra terá dado seu produto e D'us, nosso D'us, nos abençoará. D'us nos abençoará; e todos, dos mais distantes recantos da Terra, O temerão.