quinta-feira, 13 de abril de 2017

SEFIRAT HAÔMER - O QUE CONTAMOS? | TUDO SOBRE A CONTAGEM DE SEFIRAT HAÔMER



O Ômer era uma medida de cevada (aproximadamente 2,2 l) que os judeus traziam como Minchá ou oferenda vespertina no segundo dia de Pêssach. Isto era seguido pela contagem do ômer, quando os judeus contavam cada dia durante sete semanas - quarenta e nove dias no total - culminando com o dia festivo de Shavuot no quinqüagésimo dia, que também celebra o recebimento da Torá no Monte Sinai.

SEFIRAT HAÔMER -  Sete Atributos Emocionais

A partir da segunda noite da Festa de Pêssach, inicia-se a contagem do ômer até a festa de Shavuot.

Qual a razão para a Contagem dos Quarenta e Nove dias de Ômer?

Agora mais que nunca, pessoas de todas as esferas da vida estão buscando um sentido e um propósito. Algumas procuram respostas na meditação. Algumas voltam-se para livros de auto-ajuda, terapia, religião, yoga, programas de doze estágios e filosofias modernas.

Muitas pessoas, entretanto, não se dão conta que a mais antiga - portanto testada mais vezes - resposta nos foi dado há 3.300 anos no Monte Sinai. É chamada: a Torá.

A outorga da Torá

Torá significa instrução. A Torá e suas histórias são, em sua essência, a história de nossa vida, um plano espiritual que ilumina as camadas e dimensões de nossa psique e alma. Cada evento na Torá reflete um outro aspecto de nossa personalidade interior. Através de suas mitsvot e mandamentos, a Torá ensina como nos atualizarmos conforme a intenção de D'us ao nos criar. Decifrando o código da Torá, desvendamos sua mensagem pessoal a cada um de nós.

Em cada palavra da Torá há um significado profundo, pessoal e espiritual.

O processo de receber a Torá no Sinai começou, na verdade, quarenta e nove dias antes, com o Êxodo do Egito. Estes quarenta e nove dias são tradicionalmente chamados de "Sefirá Ha'Ômer," que significa contagem do ômer.

Em Vayicrá (o terceiro livro da Torá) 23:15, o versículo diz: "Contareis para vós desde o dia seguinte ao primeiro dia festivo, desde o dia em que tiverdes trazido o "ômer" da movimentacão; sete semanas completas serão."

O ômer era uma medida de cevada (aproximadamente 2,2 l) que os judeus traziam como minchá ou oferenda vespertina no segundo dia de Pêssach. Isto era seguido pela contagem do ômer, quando os judeus contavam cada dia durante sete semanas - quarenta e nove dias no total - culminando com o dia festivo de Shavuot no quinqüagésimo dia, que também celebra o recebimento da Torá no Monte Sinai.

Mesmo após a destruição do Primeiro e Segundo Templos onde era trazida a oferenda do ômer, a tradição da contagem do ômer continuou. Começando com a segunda noite de Pêssach, cada um destes quarenta e nove dias levando de Pêssach a Shavuot é contado em progressão ordenada.

Ao fim da oração noturna em cada uma destas quarenta e nove noites, um judeu recita uma bênção e entãso verbaliza o número daquele dia. Além de comemorarem a contagem do ômer, os quarenta e nove dias de sefirá também expressam a antecipação ansiosa do judeu em receber a Torá em Shavuot, cinqüenta dias após vivenciar a liberação em Pêssach.

Qual é o significado da contagem por quarenta e nove dias e como isso se relaciona com a antecipação e os preparativos para receber a Torá? Que relevância tem esta contagem para nós hoje e como se aplica à exploração das dimensões mais recônditas de nossa alma?

A resposta a estas dúvidas está num entendimento mais profundo do êxodo da nação judaica do Egito. A palavra "mitzrayim" (Egito em hebraico) significa limites e fronteiras, e representa todas as formas de conformidade e definição que restringem, inibem ou tolhem nosso livre movimento e expressão. Dessa maneira, a saída do Egito significa liberdade das amarras. Após deixarem o Egito, os judeus passaram os próximos quarenta e nove dias no deserto, preparando-se espiritualmente para a mais monumental experiência de todos os tempos: a outorga da Torá a Moshê e ao povo judeu no Monte Sinai.

49 dias

Este período de quarenta e nove dias foi de intenso aperfeiçoamento de caráter. Por quarenta e nove dias, os judeus ascenderam, um degrau por vez, uma escada emocional em direção a uma pureza mais elevada. Este período de refinamento de caráter tem tanta relevância em nossa vida hoje como teve há mais de 3.300 anos. Da mesma forma que éramos escravos no Egito, podemos também ser escravos de nossas personalidades, dirigidos por forças sobre as quais frequentemente sentimos não ter controle algum.

Os quarenta e nove dias da sefirá nos ensinam como recobrar o controle de nossas emoções, mostrando-nos como refinar nosso caráter, passo a passo, de uma maneira baseda nas verdades eternas da Torá.

Após este período de quarenta e nove dias, chegamos ao qüinquagésimo dia, matan Torá (a outorga da Torá), tendo conseguido plena renovação interior pelo mérito de ter avaliado e desenvolvido cada um dos quarenta e nove atributos. Qual é o significado do qüinquagésimo dia de matan Torá?

Nesta data celebramos a Festa de Shavuot. Após termos consumado tudo que pudemos pela nossa própria iniciativa, então somos merecedores de receber um presente (matam) do Altíssimo, o qual não poderíamos ter atingido com nossas limitadas faculdades. Recebemos esta habilidade de atingir e tocar o Divino; não apenas para sermos seres humanos aperfeiçoados que refinaram todas suas características pessoais, mas seres humanos divinos, capazes de se expressarem acima e além das definições e limitações de nosso ser.

A contagem da sefirá que se seguiu ao êxodo do Egito é um processo que devemos recriar continuamente em nossa vida, para que possamos atingir verdadeira liberdade pessoal.

Um estágio para o aperfeiçoamento pessoal

A palavra hebraica "sefirá" tem vários significados. O famoso cabalista RaMak (R. Moshê Kordevero, 1570) na sua monumental obra "Os Pardes", escreve que sefirá significa tanto "mispar", significando número e "sipur", como em "contar uma história." Uma terceira raiz de "sefirá" é sapir, uma pedra de safira, um cristal translúcido que irradia brilho.

A contagem da sefirá ilumina os diferentes aspectos de nossa vida emocional. Os dias de sefirá nos contam uma história - a história de nossas almas.

O espectro da experiência humana divide-se em sete emoções e qualidades, conhecidas no plural como sefirot. Cada uma dessas sete qualidades, por sua vez, subdivide-se em sete, perfazendo o total de quarenta e nove.

Cada dia no tempo tem vida própria. Um dia é um fluxo ímpar de energia, esperando para ser conduzida até cada uma das fibras do ser humano.

Os sete atributos emocionais

Cada um dos quarenta e nove dias da sefirá ilumina uma das quarenta e nove emoções; a energia de cada dia consistindo em examinar e aperfeiçoar sua emoção correspondente. Após purificar e aperfeiçoar todas as quarenta e nove dimensões, estamos totalmente preparados para matan Torá, pois agora estamos em sincronia com os quarenta e nove atributos Divinos a partir dos quais os atributos humanos evoluem.

Eis uma descrição dos sete atributos emocionais, que em várias combinações constituem as quarenta e nove qualidades a ser examinadas e desenvolvidas durante este período. Eis apenas uma de muitas aplicações:

Chesed - bondade, benevolência

Guevurá - justiça, disciplina, moderação, reverência

Tiferet - beleza e harmonia; compaixão

Netzach - resistência; firmeza; ambição

Hod - humildade, esplendor

Yesod - vínculo, princípio

Malchut - nobreza, soberania, liderança.

O período de quarenta e nove dias da sefirá é contado em dias e semanas. Os sete dias de cada semana constituem os quarenta e nove dias. Cada semana é representada por um aspecto daquele atributo.

Como uma emoção plenamente funcional é pluri-dimensional, inclui dentro de si uma mistura de todos os sete atributos.

Por exemplo: A primeira semana da sefirá é dedicada a CHESED - o atributo da bondade. No primeiro dia da primeira semana lidamos com chesed she'b'chesed - o aspecto da bondade em si mesma.

No segundo dia da Primeira Semana nos concentramos em Guevurá she'b'chesed - o aspecto da restrição em bondade. No terceiro dia da Primeira Semana, o foco está em tiferet she'b'chesed - a harmonia da bondade, e assim ocorre com todos os sete dias da semana.

Esta análise diária lhe dará a habilidade de recuar e olhar objetivamente às suas emoções subjetivas. Observar seus pontos fortes e fracos, por sua vez, lhe possibilitará aplicar-se a desenvolver e aperfeiçoar aqueles sentimentos, enquanto você caminha em direção à maturidade emocional e espiritual.

Como conta-se o ômer

A partir da segunda noite de Pêssach até Shavuot faz-se, em pé, a contagem do ômer, a cada noite após a prece de Arvit. Se a pessoa esquecer de fazê-la à noite, poderá fazer no dia seguinte, mas sem recitar a bênção, continuando a contagem normalmente (i.e., com a bênção) nas noites subseqüentes. Caso tenha esquecido de contar também

naquele dia, deverá continuar a contagem nas noites seguintes,

mas sem recitar a bênção.

Antes de iniciar a contagem do ômer, deve-se ter em mente o número da contagem e a sefirá correspondente.

Recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al sefirat haômer.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou sobre a contagem do ômer.

Exemplo: Número da contagem na primeira noite:

Hayom yom echad laômer.

Hoje é um dia para o ômer.



Ha'Rachaman hu yachazir lánu avodat Bet ha'Micdash limcomáh, bimherá veyamênu, amen, sêla.

Queira o Misericordioso restaurar o Serviço do Bet Hamicdash a seu lugar, brevemente em nossos dias, amém, e que assim seja para todo o sempre.

Lamnatsêach binguinot mizmor shir. E-lo-him yechonênu vivarechênu, yaer panav itánu, sêla. Ladáat baárets darkêcha, bechol goyim yeshu-atêcha. Yodúcha amim, E-lo-him, yodúcha amim culam. Yismechu viranenu leumim, ki tishpot amim mishor, ul'umim baárets tanchêm sêla. Yodúcha amim E-lo-him, yodúcha amim culam. Êrets nate-ná yevulá, yevarechênu E-lo-him, E-lo-hê-nu. Yeva-rechênu

E-lo-him; veyireú Otô col afsê árets.
Para o Mestre do Coro - um salmo com música instrumental; um cântico. Possa D'us ser pleno de graça conosco e abençoar-nos, possa Ele fazer brilhar Sua face sobre nós para todo o sempre. Para que Teu caminho seja conhecido na Terra, Tua salvação entre todas as nações. As nações Te exaltarão, ó D'us; todas as nações Te exaltarão. As nações rejubilar-se-ão e cantarão de alegria, pois Tu julgarás os povos com justiça e guiarás as nações na Terra para sempre. Os povos Te exaltarão, ó D'us, todos os povos Te exaltarão. Pois a terra terá dado seu produto e D'us, nosso D'us, nos abençoará. D'us nos abençoará; e todos, dos mais distantes recantos da Terra, O temerão.

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